Quando a primeira ave ficou doente, não soube o que fazer. Foi aí que descobri que não existem muitos veterinários especializados em aves de estimação.
Comprei um livro sobre garnisés e, quando li, fiquei ainda mais perdida: a descrição das doenças era uma lista imensa. E agora?
Pesquisei na internet, entrei em grupos de colecionadores e comecei a aprender um pouco sobre os cuidados: vacinas, prevenção e, por último, tratamentos.
A primeira dica que funcionou bem foi manter o galinheiro o mais limpo possível: trocar a cama (como é chamada a forração da gaiola) uma vez por semana, trocar a água todo dia, entre outros cuidados básicos.
Mesmo assim, de vez em quando aparecia alguma ave triste. Cheguei a desanimar e achar que estava fazendo algo de errado.
Uma parte da criação vive solta, e outra fica em baias fechadas com tela de malha pequena. A parte solta era a mais problemática, pois tinha contato com aves silvestres (sabiás, saíras, saracuras, entre outras). Algumas saracuras chegam a frequentar o quintal para roubar milho.
A segunda dica é manter as galinhas em um piquete (cercado), para evitar doenças e pragas, como piolhos, por exemplo, trazidas pelas aves silvestres.
A dica mais importante é participar de grupos de colecionadores de aves: sempre tem alguém que pode dar uma consultoria. Mas não dispense a consultoria mais segura, que é a do veterinário. Não esqueça também de vermifugar periodicamente.
Não pretendo diagnosticar nada aqui no blog, pois só um médico veterinário pode ajudar de verdade. Da nossa parte, cabe fazer o possível para que o problema não entre na criação.
Um alerta: se você der qualquer medicamento às aves, leia a bula e lembre-se de que ovos e carne têm um período de carência para consumo. Cada medicamento indica um tempo diferente, mas sempre maior que 15 dias.
Cuidar da saúde das aves é cuidar para que o hobby seja saudável e alegre.
As fotos abaixo não são recomendações veterinárias, apenas exemplos de produtos indicados por veterinários. Cada medicamento tem uma função diferente, e usar de forma inadequada pode piorar a situação e colocar quem cuida em perigo. Sempre consulte um veterinário.


